6.2.17


NADA DEMAIS.

E tudo fluía mal.
Muito mal.
Sem nexo, sem sentido, sem vontade, sem nada.
Nada.
Nada demais.
Nada demais.
E tudo fluía mal.
Muito mal.
Ela não o amava e ele, sabia, aceitava.
Nada demais.
Nada demais.
Muito mal.
Ele não entendia o que acontecia ao seu redor.
Muito menos ela.
Muito menos ela.
Nada demais.
Nada demais.
E tudo, mas tudo mesmo, fluía mal, muito mal.
E se ele não a amasse?
E ela não soubesse?
Nada demais.
Dois mentirosos, dois canalhas, dois babacas.
Estúpidos.
Tem tanta gente assim.
Nada demais.
Nada demais.
E tudo fluía mal.
Muito mal.
Sem nexo, sem sentido, sem vontade, sem nada.
Nada demais.
Apenas um casal de jovens que mal conheciam a vida.
Mal conheciam tudo.
Apenas o que não queriam da vida.
Apenas o que não queriam do futuro.
Nada demais.
Nada demais.
E tudo fluiria ainda pior.
Muito pior.
Sem nexo, sem sentido, sem vontade, sem nada.
Nada demais.
Nada demais...


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