15.2.17


ATENDENDO A SUA DESILUSÃO


"...Atendendo a sua desilusão
Atendendo a sua desilusão..."
(uma canção antiga.... Finis Africae)


E ele não sabia de nada.
Absolutamente nada.
Um bobo.
Um tolo.
Otário.
Um apaixonado por um amor vão.
Um amor em vão.
Em vão.
Um apaixonado por um amor de nada.
Nada.
Um amor de nada.
Um amor em vão.
Muito em vão.
Um tolo.
Um bobo.
Ele.
Sempre ele e seus cabelos longos e morenos.
Muito.
Um mouro.
Um americano.
Um ele....
Sempre atendendo a desilusão.
Desilusão alheia.
Alheia.
Sempre assim.
Mas ele ainda era apaixonado por ela.
Apaixonado.
E ela?
Não.
Definitivamente não.
Apesar da pele de princesa, das tatuagens insanas e de tudo mais.
Não...
Definitivamente não.
E...
mais uma noite claro.
Muito em claro...
Muito em claro...

10.2.17



 
NADA...
 

Não.
 
Nada.
Chuva?
Nenhuma.
Nada.
Porra nenhuma.
Porra alguma.
Nada.
Nada.
Como uma canção da banda Felini.
Que você sequer conhece.
Inútil.
Otária.
Nada.
Apenas nada.
Nada.
Exceto a chuva.
Que caía como um castigo.
Como um trágico castigo.
Demasiado forte.
Demasiado tudo.
Forte.
Tudo.
Não.
Nada.
Chuva?
Nenhuma.
Nada.
Porra nenhuma.
Porra alguma.
Nada.
Nada.
Como uma canção da banda Felini.
Que você sequer conhece.
Inútil.
Otária.
Otário.
Os dois.
Nada.
Apenas nada.
E o sentimento?
Apenas amor e canções afins.
Apenas amor e... o que for.
O que seja.
O que seja...

O que seja...

9.2.17


NÃO. NÃO...
 

Não.
Não se pode pensar assim.
Não.
Sem preconceito, sem jeito, sem dúvida, sem defeito.
Sem PORRA nenhuma.
Nada.
Não.
Não se pode pensar assim.
Não.
Sem
Definitivamente não.
Sem preconceito, sem jeito, sem dúvida, sem defeito.
Sem PORRA nenhuma.
Nada.
 
Não se pode pensar assim.
Nem com vodka ou cerveja ou algum outro destilado.
Não.
Não se pode pensar assim.
Não.
Sem preconceito, sem jeito, sem dúvida, sem defeito.
Sem PORRA nenhuma.
Nada.
Deve mirar seu estilo. Deve mirar seu conceito. Deve mirar seu foco.
Deve mirar...
Tudo.
Não.
Não se pode pensar assim.
Não.
Não mais.
Sem preconceito, sem jeito, sem dúvida, sem defeito.
Sem PORRA nenhuma.
Nada.Não.
Apenas você e nada mais.
Nada mais.
Não se pode pensar assim.
Não.
Não mais.
Não mais.
Sem preconceito, sem jeito, sem dúvida, sem defeito.
Sem PORRA nenhuma.
Nada.
E ele?
Apenas estava morto em seu carpete.
Sem ida.
Sem vinda.
Sem culpa.
Sem nada.
E, não.
Não se pode pensar assim.
Não.
Sem preconceito, sem jeito, sem dúvida, sem defeito.
Sem PORRA nenhuma.
Nada.
 
 

O ESPARTILHO. E TUDO O MAIS. TUDO O MAIS. QUE SE PODE MOSTRAR E DESEJAR.
TUDO.
O QUE PODE EXISTIR A MAIS...
A MAIS...
 

Tudo mais.

Tudo.

Tudo a mais.

Tudo à mostra.

Tudo muito à sobra.

Tudo sobra.

Tudo e nada.

Tudo.

Nada.

Vontades e desejos e frestas.

Muitas frestas.

Tudo mais.

Tudo a mais.

Tudo o que se desejava ver.

Coxas, pernas, calcinhas, lingerie.

Meias.

Tudo o mais.

Tudo a mais.

Tudo.

Mais do mesmo.

Muito de tudo.

Muito do mesmo.

Muito de tudo...

E ele?

Apenas um bobo que não sabia o que fazer.

Não sabiar para onde correr.

Um bobo.

Um tolo.

Mais do mesmo.

Muito de tudo.

Muito do mesmo.

Muito de tudo...

Apenas ele.

Apenas...

ele...



O QUE SE PRECISA PARA SER FELIZ. TUDO... apenas tudo

Tudo.
Tudo permitido.
Tudo consentido.
Tudo consentido.
Tudo permitido.
Consentido.
Muito consentido.
Muito.
Liberado.
Lindo.
Lindo e liberado.
Livre.
Eles.
Mas, apenas um amor.
Apenas um.
Incondicional.
Um amor incondicional.
Apenas um amor.
Apenas um.
Incondicional.
Lindo.
E deles.
Do casal.
Apenas deles.
Tudo.
Tudo permitido.
Tudo consentido.
Consentido.
Muito.
Lindo.
Liberado.
E livre.
Muito livre.
Muito livre.
E apenas...
feliz...
muito feliz...


TUDO. APENAS TUDO.
E nada disso era muito.
Nada disso era pouco.
Delírios, desejos e vontades.
Ele.
Apenas ele.
E nada disso era muito.
Nada disso era pouco.
Delírios, desejos e vontades.
Ele.
Apenas ele.
Vontade de beijar.
Vontade de sangrar.
Apenas ela.
Apenas ele.
Dois doidos.
E nada disso era muito.
Nada disso era pouco.
Delírios, desejos e vontades.
Ele.
Apenas ele.
Ela?
Apenas ela.
Apenas pernas deliciosas.
Lindas.
Gordas e grossas e deliciosas.
E nada disso era muito.
Nada disso era pouco.
Delírios, desejos e vontades.
Ele.
Apenas ele.
Vontade de beijar.
Vontade de sangrar.
Vontade de tudo mais.
Deliciosamente tudo mais.
Tudo mais.
E nada disso era muito.
Nada disso era pouco.
Delírios, desejos e vontades.
Ele.
Apenas ele.
E nada disso era muito.
Nada disso era pouco.
Delírios, desejos e vontades.
Ele.
Apenas ele.
Vontade de beijar.
Vontade de sangrar.
Sangrar...
Muito...
 

8.2.17





NADA. APENAS... NADA...


E ela apenas não queria isso.
Nada disso.
Nada.
Nada disso.
Beijos, forças e vontades.
Muitas beijos.
Muita força.
Pouca vontade.
Muito pouca.
Muito pouca vontade
E ea apenas não queria isso.
Não.
Definitivamente não.
Não.
Vontade era o que sobrava.
Muita vontade...
Muita vontade...

7.2.17



E, DE REPENTE, NADA SE FEZ.
NADA. ABSOLUTAMENTE NADA....
APENAS KILTS E UÍSQUE ESCOCÊS...


E o alarme da alfândega tocou.
Forte.
Aeroportos insanos
Loucos,
Loucos e adoravelmente perturbados.
Adoravelmente perturbados.
Alarme forte, brusco, severo, direto, enérgico,
Chato.
Apenas isso: Chato.
Adorável, mas chato.
Um alarme.
Apenas isso.
As usual...
As usual..
Apenas isso.
E apenas chato....
Muito chato.
Muito whatsapp.
Muito nada.
Barulho para a galera ouvir.
Bobagem.
E o alarme da alfândega tocou.
Forte.
Aeroportos insanos
Loucos,
Loucos e adoravelmente perturbados.
Adoravelmente perturbados.
Alarme forte, brusco, severo, direto, enérgico,
Chato.
Apenas isso: Chato.
Para todos serem felizes e se sentirem bem.
Bem.
Pobres babacas.
Pobres.
E o alarme da alfândega tocou.
Aeroportos insanos
Loucos e adoravelmente perturbados.
Adoravelmente perturbados.
Alarme forte, brusco, severo, direto, enérgico,
Chato.
Apenas isso: Chato.
E a vida?
Segue assim.
Firme, forte e chata.
Pobres alarmes...
Pobres alarmes...
Pobres...
E saias escocesas são as mais bonitas.
Definitivamente...


TUDO AO MESMO TEMPO...

Delícia.
De nada.
De tudo.
Apenas delícia.
Muita.
Muita delícia.
Muita delícia.
De nada.
De tudo.
Muito.
E o beijo - lindo - sumiu no todo.
Contexto insano e delicioso.
Delicioso.
Mas o beijo apenas sumiu.
Sumiu.
Na cena do bar.
Na cena da noite.
Na canção do DJ.
Na bebida mal tomada.
Ele apenas sumiu.
Sumiu.
Apenas sumiu.
E ela, linda, vinha com garra e força e tesão.
Um lindo delírio.
Furacão.
Desejo e tesão.
E o beijo?
Lindo?
Apenas sumiu.
Sumiu como um todo.
Contexto insano e delicioso.
Delicioso e inacabado.
Um desejo.
E ele apenas sumiu.
Sumiu.
Na cena do bar.
Na cena da noite.
Na canção do DJ.
Na bebida mal tomada.
Ele apenas sumiu.
Sumiu.
Apenas sumiu.
E os lábios?
Molhados e secos ficaram.
Sozinhos.
Apenas sozinhos....
Muito sozinhos...


SALIVA E TUDO ASSIM. TUDO ASSIM...

E o beijo delas era sagaz.
Sagaz.
Cruel, sagaz e delicado.
Duas bocas, dois lábios, um amor.
Grande...
Muito grande.
Dois amores.
Um amor maior.
Um amor sob a chuva que despencava lá fora.
Desabava lá fora.
Muito.
Muito forte.
Mas o beijo delas era sagaz.
Sagaz.
Demais.
Cruel, sagaz e delicado.
Duas bocas, dois lábios, um amor.
Grande...
Muito grande.
Dois amores.
Um amor maior.
Muito maior.
E não havia trovão ou relâmpago ou raio que as afastasse.
Não.
Definitivamente não.
Um beijo sagaz.
Sagaz.
Apaixonado.
Cruel, sagaz e delicado.
E apaixonado.
Muito apaixonado.
Duas bocas, dois lábios, um amor.
Grande...
Muito grande.
Dois amores.
Um amor maior.
E os trovões?
...
Fodam-se eles.
apenas fodam-se eles...

Duas bocas, dois lábios, um amor.
Grande...
Muito grande.
Dois amores.
Um amor maior.
Maior que tudo...

tudo...



E ELA TOMAVA CERVEJA...

E ambos queriam chegar a algum lugar.
A algum lugar.
Ambos.
Ambos.
Ele?
Ela?
Os dois.
E ambos tomavam cerveja.
Muita.
Muita e muita e muita.
E sorriam e gritavam e comemoravam.
Como sempre.
As usual.
Muita cerveja.
Muito amor.
Paixão.
Amizade.
E ele mal sabia onde ela estava.
Mal sabia.
Mas ambos queriam chegar a algum lugar.
A algum lugar.
Ambos.
Ambos.
Ele?
Ela?
Os dois.
Apenas os dois.
Apenas os dois...
E ela apenas tomava cerveja.
Ele?
Também...
Também...
 

6.2.17


AMBOS QUERIAM... AMBOS

E ambos queriam chegar a algum lugar.
Ambos.
Ele.
Ela.
Os dois. Eles.
Eles.
Ela.
Ele.
Ambos queriam chegar.
A algum lugar.
A algum lugar.
Suor.
Corrido.
Apaixonado.
Misturado.
Com história.
Com a história deles.
Dos dois.
De ambos.
E ambos queriam isso.
Ou o mais próximo disso.
Mais próximo disso.
Ambos queriam chegar a algum lugar.
Ambos.
Ele.
Ela.
Os dois.
Ou seja, eles.
Apenas eles.
Lutas.
Forças.
Cores.
Cortes.
Socos.
Tapas.
Sangue.
E tudo o mais.
Ambos queriam chegar a algum lugar.
Ambos.
Ambos mesmo.
Ele.
Ela.
Os dois. Eles.
Apenas eles.
E, no fim, apenas a dança acabou.
A música deixou de tocar.
Ele?
Ela?
Não.
Nenhum dos dois.
Ambos sentaram e choraram.
Sentaram e choraram.
Derrota e a vontade que ambos queriam chegar a algum lugar.
Ambos.
Ele.
Ela.
Os dois. Eles.
Não chegaram.
Não...
Não...
mesmo.

NADA DEMAIS.

E tudo fluía mal.
Muito mal.
Sem nexo, sem sentido, sem vontade, sem nada.
Nada.
Nada demais.
Nada demais.
E tudo fluía mal.
Muito mal.
Ela não o amava e ele, sabia, aceitava.
Nada demais.
Nada demais.
Muito mal.
Ele não entendia o que acontecia ao seu redor.
Muito menos ela.
Muito menos ela.
Nada demais.
Nada demais.
E tudo, mas tudo mesmo, fluía mal, muito mal.
E se ele não a amasse?
E ela não soubesse?
Nada demais.
Dois mentirosos, dois canalhas, dois babacas.
Estúpidos.
Tem tanta gente assim.
Nada demais.
Nada demais.
E tudo fluía mal.
Muito mal.
Sem nexo, sem sentido, sem vontade, sem nada.
Nada demais.
Apenas um casal de jovens que mal conheciam a vida.
Mal conheciam tudo.
Apenas o que não queriam da vida.
Apenas o que não queriam do futuro.
Nada demais.
Nada demais.
E tudo fluiria ainda pior.
Muito pior.
Sem nexo, sem sentido, sem vontade, sem nada.
Nada demais.
Nada demais...



O BEIJO ERRADO

- E então? - ele perguntou, muito tímido, muito sem força, muito sem graça.
Muito nada... apenas ele.
Ela apenas sorriu. E sorriu o seu sorriso mais fraco.
Amarelo.
Desagradável.
Constrangedor.
- Não? - ele insistiu. Um tolo. Muito tímido, muito sem graça. Muito nada... apenas ele.
Ela sorriu antes de emendar - Olha, acho que um beijo não significa muito. Não significa tudo. Não significa nada.
Ele ficou em silêncio.
Otário.
- Entende? - ela perguntou.
Ele concordou com a cabeça e nada disse em troca.
- Veja - ela prosseguiu - Um beijo é um beijo. Eu podia ter bebido, podia ter fumado, cheirado, sei lá. Podia apenas estar com vontade. Mas nada demais, certo? - tentou consertar.
Ele sorriu e disse - Foda-se. Apenas isso. Foda-se.
Ela o olhou com surpresa e indignação - Como assim? - disse.
- Foda-se - ele repetiu e prosseguiu - Apenas isso. Foda-se - disse antes de se virar e ir embora. Forever.
E um beijo mal dado, mal explicado, mal colocado, mal situado, transforma uma amizade em algo rude, ruim, tosco, errado.
Apenas isso.
Um beijo errado...Muito errado...
Muito errado.