9.1.17




COMO EM TODAS AS NOITES.

 
- Não aguento gente burra. Não. Definitivamente não aguento. – ele disse de forma arrogante, preconceituosa, pretensamente superior. Um bobo.

Um tolo.

Um bobo sem noção e nada mais.

Um bobo, ele.

Apenas todo ele. Apenas todo ele. Apenas todo ele.

Todo bobo. Todo burro. Todo ele.

Babaca.

Ela sorriu e respondeu – Gente burra? Burra? Tem certeza? Você é um trouxa – respondeu em alto som – Simples assim.

- Não entendi o seu sarcasmo – ele disparou.

- Não? - ela respondeu olhando para ele com os seus olhos brilhantes.

Olhos gordos, verdes, brilhantes e lindos. Muito lindos.

Lindos.

- Não aguento gente burra. Não. Definitivamente não aguento. – ele repetiu da mesma forma arrogante, preconceituosa, superior.

Um imbecil.

Ela? – apenas virou a sua tequila e se mandou.

Ele? – apenas pagou a conta e foi embora sozinho. Como em todas as noites... Todas as noites.

Pobres dos dois.

Pobres dos dois....

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