21.12.16


 
NADA PODE SER ASSIM
 
 
Nada pode ser assim.
Nada pode ser assim.
Beijos mal dados, saliva mal gasta, suor desperdiçado, tragos incompletos, desejos incertos.
Nada pode ser assim.
Nada.
Definitivamente.
Definitivamente.
Tudo o que ele queria era sentir o gosto dela.
O gosto do seu batom, o gosto dos seus lábios, o gosto dos seus seios.
O gosto.
De tudo.
Absolutamente de tudo.
Um gosto bom.
De rock ou blues ou uma linda canção de Sinatra.
Nada mais que isso.
Mas nada pode ser assim.
Nada pode ser assim.
Beijos mal dados, saliva mal gasta, suor desperdiçado, tragos incompletos, desejos incertos.
Nada pode ser assim.
Nada.
E os olhos de ambos brilhavam quando estavam frente a frente.
Brilhavam e brilhavam e brilhavam.
Como crianças.
Apaixonadas.
Adolescentes.
Apaixonados.
Adultos.
Como eles.
Apenas como eles.
Mas nada pode ser assim.
Definitivamente nada pode ser assim.
Por pior ou mais desordenado e desorganizado que seja.
Nada pode ser assim.
Beijos mal dados, saliva mal gasta, suor desperdiçado, tragos incompletos, desejos incertos.
Nada pode ser assim.
Nada.
Ele?
Apaixonado.
Ela?
Ainda mais.
Sabores, cores e odores?
Apenas os dos dois.
Apenas os dos dois.
Lindos.
Apaixonados.
Felizes...
Eles.
Nada pode ser assim.
Nada pode ser assim.
Beijos mal dados, saliva mal gasta, suor desperdiçado, tragos incompletos, desejos incertos.
Nada pode ser assim.
Nada.
Exceto eles e o amor que lá existe.
Exceto eles e o amor que lá existe.
Muito...
Muito amor...
 
 

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