27.12.16



NADA É O QUE PARECE. NADA...



Nada é o que parece ser.

Nada.

Nada mesmo.

Nem a chuva, o granizo, os ventos fortes, os raios e os relâmpagos.

Nada.

Nada é o que parece ser.

Nada.

Nada mesmo.

Já que tudo muda, tudo transforma.

E eu odeio pessoas.

E não me envergonho disso.

Odeio quem devo odiar.

Pessoas más.

Sem coração.

Sem coragem.

Sem brilho.

Sem nada.

E eu as ignoro e desprezo e odeio.

Simples assim.

Pois, nada é o que parece ser.

Nada.

Nada mesmo.

Nem a chuva, o granizo, os ventos fortes, os raios e os relâmpagos.

Nada.

E, no fim, sobram apenas as tragadas de cigarro barato e os goles da vodka vagabunda.

Nada é o que parece ser.

Nada.

Nada mesmo.

Nem a chuva, o granizo, os ventos fortes, os raios e os relâmpagos.

Nada.

Nem a vodka.

E sequer o cigarro...

Sequer o cigarro...
 
Sequer ele...
 
 

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