1.7.16


 
FELIZES ELES

 
Talvez o medo, talvez o caos.
Talvez tudo.
Nada.
Medo e caos em noites de trovoadas.
Chuva e vontade de ficar junto.Delícias de uma noite de verão.
Ela?
Ela gostava das noitadas e das cervejas.
Amigos e conversas.
Ele?
Também, mas mais vodka e conversas mal construídas.
Mas, talvez não.
Não demonstrava.
Cigarros?
Para ambos talvez.
Talvez ele apenas gostasse dela.
E muito.
Completamente apaixonado.
Ela sim.
Demonstrava e amava e exibia sua alegria com seu sorriso largo e carioca.
Muito largo.
Muito carioca.
Ela tinha apenas cara de mau.
Mas era boa pessoa.
Ele?
Ninguém sabe.
Ela?
Cheia de coisas boas, qualidades internas e coxas e seios deliciosos.
Tatuagens indeléveis e inesquecíveis.
Ele?
Ninguém sabe. Ninguém viu.
E as noites avançavam com os dois fazendo amor como loucos e sendo felizes.
Entre bebedeiras, cigarros e declarações de amor.
Alguém pode falar alguma coisa?
Quem não quer o mesmo?
Não?
Felizes eles...
Felizes eles...
Muito felizes, aliás....
Em mais uma noite de inverno.
Ainda que carioca....
Ainda que carioca...
 
 

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