11.7.16


DAQUELE JEITO... DAQUELE JEITO E COM AQUELE BRILHO...


Daquele jeito.
Tudo daquele jeito.
Um jeito errado, um jeito ferrado, um jeito completamente sem propósito.
Um jeito.... deles.
Absolutamente deles.
Um casal sem sentido.
Sem nenhum sentido ou qualquer coisa similar.
Sem nexo, sem curva, sem verso, sem nada.
Um casal incomum.
Adorável, mas incomum.
Daquele jeito.
Tudo daquele jeito.
Um jeito errado, um jeito ferrado, um jeito completamente sem propósito.
Um jeito.... deles.
Absolutamente deles.
E nada, mas NADA usual.
Próprio e absolutamente não usual.
Um casal sem sentido.
Completamente sem sentido.
Sem nexo, sem curva, sem verso, sem nada.
Sem nada.
Amor?
Sim.
Muito.
Talvez sim.
Talvez não.
Mas, eles....
Amor poderia haver.
E havia.
Amor.
Apenas e muito amor.
- Você pode parar de me ofender? – ele pedia de forma irritada, desesperada.
Ela olhava com ironia e apenas respondia – Vá se foder.
E viviam.
Daquele jeito.
Viviam daquele jeito.
Um jeito errado, um jeito ferrado, um jeito completamente sem propósito.
Um jeito.... deles.
Apenas e tão somente deles.
Um casal sem sentido.
Sem nexo, sem curva, sem verso, sem nada.
Se nexo, sem curva, sem nada.
Talvez apenas com muito amor.
E o amor entra aonde nisto tudo?
Apenas quando ela o olhava e o brilho dos olhos dele invadia sua alma.
Brilho nos olhos.
Olhos verdes.
Não há nada mais amoroso e lindo que isso.
Nada mais.
Apenas uma porra de um brilho sincero nos olhos.
No fundo dos olhos.
E como eles viviam?
Daquele jeito.
Tudo daquele jeito.
Um jeito errado, um jeito ferrado, um jeito completamente sem propósito.
Um jeito.... deles.
Um casal sem sentido.
Sem nexo, sem curva, sem verso, sem nada.
Mas com um brilho nos olhos.
Um maravilhoso brilho nos olhos.
De dar inveja em muitos filhos da puta por aí.
Muitos por aí...
Muitos por aí...
Muitos...
 

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