24.6.16


NADA SEI. NADA....


- Quem? – ela perguntou.

Ele nada disse. Nada. Apenas sorriu e ficou em silêncio.

Absolutamente mudo.

Silêncio total e absoluto.

Mudo e mudo e mudo....

Nada disse.

Nada.

Palavra alguma.

- Então? – ela insistiu.

Ele apenas sorriu.

- Nada? – ela provocou.

- Nunca nada? – ela insistiu.

Ele apenas sorriu.

- Quem? - ela repetiu.

- Apenas eu – ele disse, cínico.

Sorriram.

E talvez o nada virou alguma coisa.

Apenas alguma coisa.

Ela sorriu.

E muito....

Muito...


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