28.4.16

 
AFOGANDO EM NÚMEROS.


- Perita? – ele perguntou, surpreso.

Ela retrucou o olhar com desdém e descaso. Puro desprezo.

E respondeu seca e direta – Sim, Perita. Algum problema? – questionou.

Ele a olhou por breves instantes e disse na maior cara de pau – Perita em que? Seduzir e destruir? – e riu.

Ela não ficou puta, nem brava, nem nada. Apenas respondeu – Perita contábil imbecil. É isso o que faço. É isso o que quero fazer e faço muito bem.

O som do Clube Varsóvia estava alto.

Muito alto.

Alto e claro.

Lindo.

- O seus olhos são grandes e gordos e lindos – ele disse, tentando desviar a conversa. Levar para um terreno mais amistoso e confiável e seguro a ele.

Achava que podia dominar.

- Você é um babaca – ela retrucou.

- E você é Perita. Luma linda Perita, aliás – ele respondeu.

Ela sorriu e tomou uma dose da sua vodka.

- Quer saber? – ela disse

- O quê? – ele perguntou.

- Nada – ela emendou.

- Vamos dançar? – ele sugeriu

Ela sorriu.

Seu sorriso mais lindo.

- Qual a probabilidade de você aceitar, Sra. Perita? – ele provocou e insistiu.

Ela apenas sorriu.

Novamente.

Ela topou.

E eles dançaram.

Muito.

A noite toda?

O tempo suficiente para eles.

Ele e ela....

Apenas ele e ela...

Nada mais além disso, pois os números não querem saber...

Não querem saber...

O Amor nunca é matemático.

Definitivamente...

Ele apenas acontece.

Apenas acontece...


 

Um comentário:

Anônimo disse...

���� - Smalltown girl