12.1.06

APENAS UM FECHO...

Pele com pele. Lábios com lábios. Toques com toques.

Apenas um fecho entre os colos...

Toques, dedos, texturas, sonhos, desejos, vontades, cheiros, pele.

Pele com pele. Lábios com lábios. Toques com toques.

Apenas um dedo entre os sexos...

Dedos macios, dedos suaves, dedos sutis, dedos, bocas, beijos, desejos.

Pele com pele. Lábios com lábios. Toques com toques.

Apenas um segundo entre os gostos...

E os gostos e os lábios pareciam querer ser um só. Surgidos da mesma saliva. Da mesma fonte, fonte de distintas nascentes.

E o peito parecia querer explodir. Explodir e surgir para brigar com a respiração ofegante, trêmula, insana, apaixonada. Escola de samba ritmada. Fogos de artificío ensurdecedores.

E o peito parecia querer apenas surgir. Bronzear sob a luz do luar. Bronzear sob a luz amarela do luar. Linda. Dos amantes.

Corpos unidos.

Beijos e toques e dedos e pele.

Apenas um fecho...

Os vidros do carro eram estilhaços de imagens, estilhaços repletos de desenhos e figuras distorcidas pelo ar embaçado.

Imagens de dois jovens apaixonados.

Pele com pele. Lábios com Lábios. Dedos com dedos.

Olhares trêmulos.

Ela estava quase despida, quase nua, quase em transe, porém TODA tesão, toda molhada, toda excitação.

Ele estava quase vestido, quase louco, quase em transe, porém TODO tesão, todo duro, todo excitação. Seus dedos a um clique de tudo.

A um clique dos seios.

Apenas um fecho...

Nada mais quando ele o abriu...

... apenas os seus seios...

apenas os seus seios e os desejos loucos de dois jovens apaixonados...

apenas um fecho...

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