12.5.05

SO FAR AWAY... (COMO UMA CANÇÃO)

Seus olhos parecem duas grandes bolas verdes de cristal. Lindos. Coloridos como poucas coisas podem ser. E é estranho perceber toda a aflição que inunda estes dois olhos grandes, coloridos, lindos.

É amor.

Amor distante. Amor que ela sente por alguém que está fora do alcance das suas mãos, fora do alcance do seu toque, fora do alcance da sua visão, fora do alcance do seu corpo. Ela quer sentir o seu cheiro, o seu perfume, quer tocar seu cabelo, seu corpo, seu rosto, quer olhar por horas e horas e horas o seu rosto infantil, lindo, sutil, perfeito.

Ela quer poder abraçá-lo com força, com muita força, abraçá-lo de forma que ele perceba o quanto ela quer ele dentro do seu corpo, da sua alma, da sua mente, do seu coração.

É amor.

Seus olhos vivos e coloridos, que parecem duas grandes bolas verdes de cristal, expressam toda essa ausência que corrói. Todo medo e a vontade insana de rasgar o mapa para unir os seus dois destinos.

Tudo o que ela quer, é tê-lo por perto, ainda mais uma vez. Tudo o que ela quer, é estar na mesma cidade que ele, ainda mais uma vez. Tudo o que ela quer, é poder ficar horas e horas e horas admirando a sua beleza rara. Tudo o que ela quer, é estar perto dele, ainda que para ficar em silêncio.

Se isso não é amor, então, porra, ninguém mais pode me dizer o que é este sentimento que dói, que arde, que rasga, que machuca, que excita, que diverte, que perturba, que alegra, que molha, que enlouquece.

E talvez, se ela tiver coragem e decidir quebrar o silêncio de toda aquela angústia com a sua voz, com o seu grito, com o seu amor, talvez ele possa escutar e responder, ainda que milhas e milhas distante.

Tudo o que ela quer é estar perto dele.

E se isso não é amor, então eu simplesmente lamento, pois toda a minha crença acabará... simplesmente acabará...

...


"I break the silence with my voice
and everyone turns around
to see the source of all the noise
and here i stand
"
(Dunce / Voltaire)

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