24.5.05

ROCKET MAN ou LAZY MOON

- Hoje é sexta, né?
- Bem, tecnicamente é sábado. Já são quase três da manhã.
- Ah, é um saco isso. Para mim, ainda é noite de sexta.
- Noite de sexta foi ontem. De quinta para sexta. Hoje, de forma correta, já é sábado.
- Odeio estas convenções.
- Você pode odiar o quanto quiser Lu, mas hoje É sábado.
- Como você é irritante, não?
- Nisso você tem razão. Até eu concordo.
- Foda-se isso. Não está linda?
- Linda? O quê?
- A noite. A noite de hoje, seja sábado ou seja sexta ou seja o que for, está absolutamente linda. Olha este céu, porra. Que céu! Tão escuro e tão cheio de estrelas. Maravilhoso.
- Hmmm. É. Você tem razão. Está uma noite bonita hoje. Clara. Mas eu confesso que não tenho muito saco para reparar nisto não. Prefiro ficar aqui, sentado nesta sacada, apenas curtindo.
- E eu não sei? Claro. Você só se preocupa com estas suas drogas, estas suas pílulas, estes baseados vagabundos que você mal sabe enrolar. Pena, você perder o melhor da noite.
- E daí? Qual o problema? Para mim, o melhor da noite é estar aqui, nesta sacada, conversando com você.
- Ok. Vou acreditar. O maior problema é que você deixa de perceber as coisas boas da vida, querido. Este é o problema. Fica concentrado em apenas uma.
- Eu percebo as coisas da vida que merecem minha atenção. Pode estar certa disso, "querida".
- Irônico...
- Como assim?
- Nada. Você adora ser irônico. Isso me enerva.
- Eu não sou sempre irônico. Claro que não. Eu percebo mesmo as coisas que realmente importam.
- Dê um exemplo. E sem pensar muito.
- Você, por exemplo. Eu percebo você.
- Hahahahahahaha. Certo.
- Claro que percebo. Este seu olhar de quem quer me devorar, de quem quer me possuir. Impossível não percebê-lo.
- Hahahahahaha. Você está ficando louco. Todos estes excessos psicotrópicos vão acabar derretendo o seu cérebro mole.
- Tomara. Fritar neurônios. Boa idéia.
- Se você me percebesse mesmo, já tinha me dado um puta beijo, daqueles cinematográficos.
- Aí você não iria querer mais nada comigo.
- Não?
- Não. Preciso te conquistar aos poucos, sabe? De um jeito todo especial, até que você caia de amor por mim, por toda a eternidade.
- Você é um palhaço.
- Eu sei. Mas ainda vou provar que estou certo quando você se apaixonar por mim.
- Amizade entre homem e mulher então, não existe?
- Bem, ao menos da minha parte, Lu, não.
- Hahahahahahaha. Está bem. Vamos esperar para ver.
- Eu queria ser astronauta. Um rocket man, saca?
- Astronauta? Hahahahahahahaha. Toda criança já quis ser astronauta. Só para dançar na lua?
- Deixa eu reformular, eu QUERO ser astronauta. Para tudo o que eu puder. Dançar na lua, gozar na lua, fumar na lua, mas, principalmente, para poder olhar a Terra lá de longe. Lá do alto.
- Sem se envolver?
- Sem me envolver com os problemas daqui. Sem sofrer.
- Seria tão bom se pudéssemos fazer isso.
- Ver a Terra lá de cima?
- Não. Seria tão bom se pudéssemos não sofrer. Ainda mais por amores indesejados.
- Seria bom se todos fôssemos astronautas.
- Muito bom. A noite está mesmo linda, né? Uau.
- É... muito linda! - ele disse - E seria tão melhor se você percebesse o quanto eu te amo, sua idiota - ele pensou enquanto acendia um cigarro, querendo mais do nunca pôr os seus pés na lua que ele jamais alcançará, por mais alto que viaje.

já que não posso mais usar o MSN aqui no office, quem quiser trocar uma idéia com a anta aqui, pode tentar o soulseek (procure soulseek no google). É programa de troca de músicas que permite conversa entre os usuários.

Meu nome de user é guziej. Podem me adicionar.

Thanks...

20.5.05

COMO UMA CANÇÃO DE LAURYN HILL

Então, ela se pergunta, o que aconteceu com todos aqueles momentos? Alguém pode explicar? Alguém pode explicar para essa menina doce, gentil e bem humorada, de que serviu todo aquele amor, aquele desespero, aquela vontade insana e adolescente de querer ficar junto, de querer estar junto, de querer comer junto, viver junto, enfim, morrer junto? Aquele desejo doentio e saudável de viver duas únicas vidas em uma só? Alguém pode explicar essa porra? Porquê, até onde eu sei, não existe um manual de instruções de como proceder em caso de falência múltipla de sentimentos. Não, meu caros amigos, definitivamente não há um manual de instruções que possa ajudar-nos a entender todas as razões sem razão, todos os desejos sem recíproca, todas as cores do universo. Não, mas nem fodendo. As brigas, os momentos de raiva, o medo, desespero, a vontade de fugir, enfim, todos os desequilíbrios da mente não vem com um pequenino, um simples, um maldito manual de instruções. E então, é neste momento, no momento em que a garota percebe este sórdido momento, ela também se dá conta de que tudo flutua sem rumo, sem prumo, sem razão de ser. E ela fica atordoada, em espécie de nocaute técnico. E ele não quer falar sobre isso, mas ela quer. E ela tem toda a razão de querer. Ela o ama. Ele também. Se ela não lutar, ou TENTAR, por ele e por todo o amor que ameaça escorrer por entre os seus dedos, quem vai ser o maldito a fazê-lo?

Só assim ela vai ter o que mais deseja... um pouco de bendita paz, como uma canção da Lauryn Hill...

I Gotta Find Peace Of Mind Lyrics
(LAURYN HILL)


"I gotta find peace of mind
I know another cord...
I gotta find peace of mind
See, this what that voice in your head says
When you try to get peace of mind...
I gotta find peace of mind, I gotta find peace of mind
He says it's impossible, but I know it's possible
He says it's impossible, but I know it's possible
He says there's no me without him, please help me forget about him
He takes all my energy, trapped in my memory
Constantly holding me, constantly holding me
I need to tell you all, all the pain he's caused, mmmm
I need to tell I'm, I'm undone because, mmmm
He says it's impossible, but I know it's possible
He says it's impossible without him, but I know it's possible
To finally be in love, and know the real meaning of
A lasting relationship, not based on ownership
I trust every part of you, cuz all that I... All that you say you do
You love me despite myself, sometimes I fight myself
I just can't believe that you, would have anything to do
With someone so insecure, someone so immature
Oh you inspire me, to be the higher me
You made my desire pure, you made my desire pure
Just tell me what to say, I can't find the words to say
Please don't be mad with me, I have no identity
All that I've known is gone, all I was building on
I don't wanna walk with you, how do I talk to you
Touch my mouth with your hands, touch my mouth with your hands
Oh I wanna understand, the meaning of your embrace
I know now I have to face, the temptations of my past
Please don't let me disgrace, where my devotion lays
Now that I know the truth, now that it's no excuse
Keeping me from your love, what was I thinking of?
Holding me from your love, what was I thinking of?
You are my peace of mind, that old me is left behind
You are my peace of mind, that old me is left behind
He says it's impossible, but I know it's possible
He says it's improbable, but I know it's tangeable
He says it's not grabbable, but I know it's haveable
Cuz anything's possible, oh anything is possible
Please come free my mind, please come meet my mind
Can you see my mind, oh
Won't you come free my mind?
Oh I know it's possible
Anything, anything, anything, anything, anything, yeeey
Anything, anything, anything, anything, yeeey
Anything, anything, anything, anything, anything, yeeey
Oh free! Free, free, free your mind
Free, free your mind... free, free your mind
Free, free, free, free your mind
Oh, it's so possible, oh it's so possible
I'm telling you it's possible, I'm telling you it's possible
Free, free... free, free... free, free... get free now
Free, free... free, free, free, free... free, free
You're my peace of mind, that old me is left behind
You're my peace of mind, you're my peace of mind
He's my peace of mind, he's my peace of mind
He's my peace of mind, he's my peace of mind
What a joy it is to be alive
To get another chance, yeah
Everyday's another chance
To get it right this time
Everyday's another chance
Oh what a merciful, merciful, merciful God
Oh what a wonderful, wonderful, wonderful God
[Repeat till fade]
"

17.5.05

DANÇAS DE AMOR SEM TECHNICOLOR

Eles dançavam.

O espaço era pequeno, a sala do apartamento dele era extremamente tímida e o sofá, de tão puído, já nem existia mais. Ótimo - ele gostava de pensar - Assim sobra mais espaço para a dança.

E era exatamente a dança que impregnava a sala naquela noite cheia de estrelas tristes e gente dizendo adeus.

Enquanto isso, eles dançavam.

Ritmo suave e doce, quente e confortável, como um vinho bom. O ruído dos calçados deslizando pelo piso da sala era insinuante e ritmado, constante e adocicado, um tango bom. E eles dançavam felizes. Felizes como há tempos não estavam, como crianças novas, descobrindo amor.

Lá fora a cidade era pura madrugada e testemunha. Apaixonada. Era a própria noite veloz que sabia do seu fim, do seu destino triste, da sua morte prematura e repetitiva provocada pela manhã implacável que sempre insiste em nascer, para desespero dos boêmios, para desespero dos amantes, para desespero dos jovens e velhos, daqueles que sabem viver. Mas, assim como a dança de todos eles, a madrugada não sairia de cena tão fácil assim. Antes, ela aproveitaria cada minuto, cada momento, cada beijo, cada gemido que pudesse provocar.

E eles dançavam.

Os raios prata do luar invadiam as janelas sem cortinas daquele pequeno cenário de dança e tocavam, de modo incrivelmente erótico e sutil, os corpos ligados dos dois. Ele tinha mãos fortes, grossas, impregnadas de cigarro. Ela, por sua vez, tinha mãos doces, delicadas, impregnadas de perfume barato. Perfume bom.

A música explodia nas caixas de som. O amor explodia nos olhos. A tensão explodia no ambiente. Eles dançavam. Se amavam. Estavam felizes.

- Você... - ele tentou falar, quando foi delicadamente interrompido por ela.
- Não diga nada, por favor - ela pediu.
- Mas eu preciso dizer - ele insistiu.
Ela fechou os olhos e mergulhou na música que levava o seu corpo quase dormente, quase molhado e disse - Você já está dizendo. Pode ter certeza. Você já está dizendo tudo o que eu mais preciso ouvir.

E apenas os raios de um luar brilhante que invadia a sala e uma garrafa de conhaque tombada no tapete serviram de testemunha para um dos beijos mais espetaculares de todos os tempos. Um beijo como os lábios dele jamais sentiram. Um nada simples e devastador beijo de amor.

Como nos tempos antigos. Películas delicadas em P&B...

Filmes de amor sem technicolor...

12.5.05

SO FAR AWAY... (COMO UMA CANÇÃO)

Seus olhos parecem duas grandes bolas verdes de cristal. Lindos. Coloridos como poucas coisas podem ser. E é estranho perceber toda a aflição que inunda estes dois olhos grandes, coloridos, lindos.

É amor.

Amor distante. Amor que ela sente por alguém que está fora do alcance das suas mãos, fora do alcance do seu toque, fora do alcance da sua visão, fora do alcance do seu corpo. Ela quer sentir o seu cheiro, o seu perfume, quer tocar seu cabelo, seu corpo, seu rosto, quer olhar por horas e horas e horas o seu rosto infantil, lindo, sutil, perfeito.

Ela quer poder abraçá-lo com força, com muita força, abraçá-lo de forma que ele perceba o quanto ela quer ele dentro do seu corpo, da sua alma, da sua mente, do seu coração.

É amor.

Seus olhos vivos e coloridos, que parecem duas grandes bolas verdes de cristal, expressam toda essa ausência que corrói. Todo medo e a vontade insana de rasgar o mapa para unir os seus dois destinos.

Tudo o que ela quer, é tê-lo por perto, ainda mais uma vez. Tudo o que ela quer, é estar na mesma cidade que ele, ainda mais uma vez. Tudo o que ela quer, é poder ficar horas e horas e horas admirando a sua beleza rara. Tudo o que ela quer, é estar perto dele, ainda que para ficar em silêncio.

Se isso não é amor, então, porra, ninguém mais pode me dizer o que é este sentimento que dói, que arde, que rasga, que machuca, que excita, que diverte, que perturba, que alegra, que molha, que enlouquece.

E talvez, se ela tiver coragem e decidir quebrar o silêncio de toda aquela angústia com a sua voz, com o seu grito, com o seu amor, talvez ele possa escutar e responder, ainda que milhas e milhas distante.

Tudo o que ela quer é estar perto dele.

E se isso não é amor, então eu simplesmente lamento, pois toda a minha crença acabará... simplesmente acabará...

...


"I break the silence with my voice
and everyone turns around
to see the source of all the noise
and here i stand
"
(Dunce / Voltaire)

9.5.05

APENAS UMA TRANSMISSÃO DE RÁDIO...

E agora, vinte e duas horas e treze minutos. Com vocês, Losing My Religion

Oh, life is bigger
It's bigger than you

And you are not me

Ele acendeu um cigarro antes de abrir o velho álbum de fotos repleto de retratos deles. Malditos retratos de momentos felizes.

The lengths that I will go to
The distance in your eyes
Oh no I've said too much
I set it up.


Ela não resistiu e abriu mais um botão da sua camisa, desligou o rádio, deu uma última olhada no espelho e desceu as escadas correndo, apenas porque ele já estava esperando e ela mal podia esperar para sentí-lo.

That's me in the corner

Assim que percebeu que música era, ele mudou a estação do rádio do carro.

That's me in the spotlight

Eles deram o seu primeiro beijo, cheio de dedos, tensão e vontade

Losing my religion
Trying to keep up with you


Ela atendeu o telefone, esperando que fosse ele.

And I don't know if I can do it

Ele ligou e lamentou, pois estava ocupado.

Oh no I've said too much
I haven't said enough


Ela começou a chorar ao ver as coloridas flores do campo nas mãos dele.

I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try


Ele desligou o chuveiro e começou a chorar. Cheio de saudades dela.

Every whisper
Of every waking hour I'm


Ela tomou mais um gole daquele gim vagabundo.

Choosing my confessions

Eles começaram a dançar, como se fossem duas crianças.

Trying to keep an eye on you
Like a hurt lost and blinded fool, fool.


Ela começou a rezar. Desesperada.

Oh no I've said too much
I set it up.


Ela acabou o livro. Feliz da vida e decidiu dormir.

Consider this. Consider this
The hint of the century


Ele ligou novamente, ainda ocupado.

Consider this
The slip that brought me


Ela quis desligar. Ele poderia ligar.

To my knees failed
What if all these fantasies


Ele desistiu de ligar.

Come flailing around
Now I've said too much


Ele acendeu outro.

I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try


Ela pensou em reatar.

But that was just a dream
That was just a dream


Ele pensou em perdoar.

That's me in the corner.
That's me in the spotlight
Losing my religion.


Ele desligou o rádio e começou a escrever uma carta de amor que jamais seria remetida.

Trying to keep up with you.
And I don't know if I can do it.
Oh no, I've said too much.


Ele se arrependeu de ter escolhido aquela camisa.

I haven't said enough.

Ela quis mudar o batom.

I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing.


Ele tentou beijá-la. Ela não tentou evitar.

I think I thought I saw you try.
That was just a dream.


Ela bocejou. Ele quis ser mais feliz.

Try. Cry. Fly. Try.

E tudo aconteceu ao mesmo tempo, naquela noite. Ao mesmo tempo e em diversos lugares. Encontros desencontrados. Pessoas que sequer se conhecem. Apenas uma transmissão em comum. Uma transmissão de rádio.

But that was just a dream, just a dream, just a dream, dream

Vinte e duas horas e dezoito minutos deste sábado insano. Vocês acabaram de ouvir REM aqui na sua 148,7. Permaneçam ligados...

5.5.05

O PRÓXIMO, POR FAVOR...

- Por que você não se leva a sério? - ela perguntou direta, tentando entendê-lo, ao menos uma vez.

Ele permaneceu onde estava, deitado no sofá e esforçando-se para continuar quieto. Não queria todo aquele peso. Não aquela noite.

Ela suspirou com força, querendo deixar claro o quão puta estava com ele e insistiu - Será que é tão difícil responder? É tão difícil para você se respeitar?

Ele jogou o Marlboro dentro da lata vazia de cerveja e a arremessou na parede suja do seu quarto. Pulou do sofá com muita raiva e disparou, com o saco cheio. Muito cheio - Porque eu preciso não me levar a sério, sabe? Eu preciso não me levar a sério. É a única forma de eu entender a razão de tudo isso que está acontecendo entre a gente. Eu preciso ser insano, pois, do contrário, vou ficar igual a você. Com estas suas neuroses, medos, paranóias, com todo este seu ressentimento e dor e culpa. Com essa sua "normalidade" demente. Uma garota mimada que não sabe ser feliz, pois sempre sente culpa em amar alguém. Sente raiva por amar alguém tão fodido como eu, que sequer tem grana para comprar uma droga de uma pizza num sábado à noite. O problema nesta sua infelicidade, nesta sua merda, não sou eu, será que você não percebe? - ele gritou, querendo socar o mundo, querendo ser cruel e atingí-la aonde a dor fosse mais forte, aonde a tristeza fosse mais amarga, aonde sangrasse mais.

Os olhos dela encheram-se de lágrimas, mas ela não chorou. Sabia que ele queria ver isso. Ver lágrimas e dor. Foi forte o bastante para não ceder a este capricho dele. Este último capricho filho da puta.

Ele parou de falar e olhou para ela e teve vontade de morrer. Teve vontade de morrer ali mesmo, naquela sala ridícula. Aquela garota frágil era tudo para ele. Tudo. Arrependeu-se de todas as palavras erradas que havia dito e ajoelhou-se à frente dela, querendo voltar no tempo.

Após instantes de cinema, ela suspirou aliviada e pôs-se a acariciar os longos cabelos dourados e sujos dele.Ele permaneceu ali, ajoelhado e com a sua cabeça por entre as lindas pernas dela.

- Por que você se leva tão a sério? - ele perguntou, com a voz rasa, cheia de fagulhas.

Ela sorriu, aliviada - Eu levo a sério você, idiota. Eu levo a sério nós dois...

E foi a última noite em que eles brigaram, pois, afinal, foi a última noite em que se viram.

Viva o amor acabado. Triste amor enterrado.

O próximo, por favor...

hey, ninguém quer me fazer um template novo, não?

isso que dá não saber nada de computadores...