23.12.04

e eu posso desejar um FELIZ NATAL a todos vocês, que tem o trabalho de entrar aqui e ler as pequenas bobeiras que escrevo?

posso e devo...

FELIZ NATAL!!!

AMO TODOS VOCÊS... nem imaginam o quanto... nem imaginam...

beijos prá quem é de beijos
abraços prá quem é de abraços...

20.12.04

ROMANCES IDEAIS

- Me diz, então? – ele perguntou.
- O quê? – ela respondeu.
- O que você tem para me dizer – ele disse, irritado.
- Nada.
- Como assim, porra? – ele explodiu.
- Nada. Nada. Nada.
- É isso. Desta forma que acaba? – ele insistiu,
- Não sinto mais nada por você. Nada – ela finalizou.

E mais um romance foi para o inferno. Mais um romance ideal...
NÃO SE INCOMODE COM A DOR DE QUEM É SÓ...

Você gosta de escutar a noite?

Ela adora.

Mais do que seus gatos, mais do que sua música, mais do que seus poemas, suas canções de amor, seus namorados babacas, sua vida pequena, seus sonhos ambiciosos, mais do que tudo.

Ela simplesmente adora escutar a noite.

Os ruídos, as sirenes, as estrelas, as brigas, os amores, enfim, a noite sempre soou como uma sinfonia para os seus delicados ouvidos. Uma sinfonia quebrada e bêbada, surrada e perfeita.

Dentro do apartamento minúsculo com um quarto e sem cozinha, no centro da cidade suja, a noite sempre foi sua (única) melhor companhia. A noite e os seus ruídos de ninar.

Você gosta de escutar a noite?

Experimente.

Mas, por favor, não se incomode com a dor de quem é só.

De forma alguma...


8.12.04

GIMME DANGER – GIMME PLEASURE – GIMME LIFE

Ela dançava e dançava e dançava. Sem parar. Como se o mundo fosse explodir e somente as lendas sobrevivessem ao caos.

E, no meio da pista, tudo o que ela mais queria era ser uma lenda. Sobrevivente do caos. Uma estória de fogo, sangue, sêmem, gozo, batom, rímel, tequila, noite, vampiros, lua, cigarros e canções de amor, canções de horror.

E ela dançava e dançava e dançava. Puro desejo. Teenage kicks. Cada passo uma despedida, uma dança solitária de amor e morte e noite. O seu habitat. O seu lugar. O seu mundo. O seu cenário.

- Você é linda – ele disse, tentando interrompê-la, apenas para fazer parte do seu transe insano e adorável.
Ela o olhou e disfarçou um sorriso, sem nada dizer.
- Posso insistir? Você é linda – ele disse, oferecendo um Marlboro e começando a dançar ao lado dela.
Ela pegou o cigarro com seus dedos finos e suaves, habituados a tantos ensaios inacabados de piano e agradeceu, meio tímida, meio sexy – Obrigado, mas não precisa mentir.
Ele sorriu – Mentir sobre?
- Minha beleza – ela respondeu.
- Mas você é linda mesmo. Nunca percebeu? – ele perguntou, cínico.
Sem parar de dançar, ela argumentou - Às vezes, me sinto como uma espécie de vampiro, sabe? Não me vejo no reflexo do espelho. Ela ficou em silêncio e completou - Na verdade, não quero me ver.
Ele sorriu e balançou a cabeça, discordando totalmente dela – Não, de forma alguma, pode acreditar em mim. Pode acreditar. Você não sabe o que está perdendo.
- Escolha uma canção – ela pediu, rápida.
- Gimme Danger – ele respondeu direto, sem pensar.
- Uau – ela gritou – Uma das minhas favoritas. Lê pensamentos?
- Sua camiseta – ele disse – Só isso.
Ela gargalhou da sua própria pergunta, enquanto lembrava da camiseta preta que vestia, com a estampa nua do Iggy Pop sob os dizeres Gimme Danger / Little Stranger.
- Eu também adoro prazeres com desconhecidos – arriscou.
- Quer tentar me transformar numa conhecida sua? Temos até o amanhecer para isso.
- Prefiro mais tempo. Que tal até a primavera? – sugeriu.
Ela sorriu feliz, dançando para ele uma de suas danças mais noturnas, mais sensuais. Uma dança de início. Início de lendas e estórias...