18.11.03

ACREDITANDO / DESACREDITANDO

- Você acredita mesmo nisso? – ele perguntou, incrédulo.
- Claro. Você pensa que sou apenas uma idiota indecisa e que não sabe o que quer e o que precisa da vida? – ela respondeu, chorando.
Ele a olhou como ela fosse, definitivamente, uma idiota, mas disse o contrário – Você não é idiota. É apenas uma garotinha mimada e perdida e assustada e que pensa que a vida de todos gira ao seu redor. Ao redor do seu maldito umbigo
Ela o encarou com muita raiva, quase ódio e cuspiu cerrando os dentes – É curioso isso, não? – emendou.
- O quê? – ele perguntou, ainda mais incrédulo diante de todo aquele diálogo.
- Como eu pude te amar tanto...

Ele riu, interrompendo-a com deboche e irritação.

...e agora nem consigo te odiar. Apenas te desprezo – ela desferiu, de um modo sincero. Cruel.

O sorriso apenas sumiu do seu rosto. Ele a encarou, em silêncio enquanto escutava ela repetir - ...e agora apenas te desprezo.

Ela saiu do quarto.

E ele chorou.

Chorou como um garotinho mimado e perdido e assustado e que até instantes atrás pensava que a vida dela girava ao seu redor.

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